sexta-feira, março 18, 2005

O papel?... Qual papel?

"Conta uma antiga lenda que, na Idade Média, um homem foi injustamente acusado de ter assassinado uma mulher. O autor era uma pessoa muito influente no reino e por isso procurou-se um «bode expiatório» para ilibar o verdadeiro assassino. O homem foi levado a julgamento, já sabendo que tinha escassas ou nulas hipóteses de escapar ao terrível veredicto: a forca.

O juiz também metido na trama, cuidou de dar todo o aspecto de um julgamento justo e por isso, disse ao acusado:

-Vamos deixar a tua sorte nas mãos do Senhor: vou escrever num pedaço de papel a palavra «inocente» e noutro a palavra «culpado». Tu escolherás um dos papéis, e aquele que sair será o veredicto.

Claro, tinham sido preparados dois papéis com a mesma palavra: «culpado». Não havia escapatória. O juiz ordenou ao acusado que escolhesse um. Este pensou uns segundos e, pegando num papel, rapidamente o levou à boca e engoliu-o.
Os presentes reagiram com espanto.

- Como saber qual foi o veredicto? - perguntou o juiz.

- Basta ver o papel que sobrou, e saberemos o que dizia o que engoli – respondeu o homem.

Imediatamente foi libertado.

Moral da história: quando tudo parecer perdido, usa a imaginação!
Como dizia Albert Einstein: «Nos momentos de crise, só a imaginação é mais importante que o conhecimento.»"

Seleccções Reader's Digest, Março 2005

quinta-feira, março 17, 2005

Mais um mito português que cai por terra...

Leio o Público e afinal descubro que ao contrário do que andamos a proclamar há séculos com a ladainha do intercâmbio cultural com outros povos via o estafado feito das Descobertas, os que cá ficámos, continuamos tacanhos, mesquinhos e avessos a tudo o que seja mudança.
Neste caso, trata-se de um estudo sobre a atitude dos cidadãos europeus face à emigração e à diversidade e, pasme-se, não é que o bom do português, pelo menos 7 em cada 10 de nós são "muito resistentes à diversidade" e, mais de metade de nós estão contra a entrada de mais estrangeiros no país (62%).
Dada a "tradição" tolerante desta nossa sociedade há quem fique admirado com os números revelados. Pela minha parte, acho uma atitude perfeitamente normal da parte de um povo que sempre teve tudo menos tolerância para com o outro e, tal como acontece com inúmeras outras situações, não avançamos, nós todos, porque intrisecamente sofremos de uma profunda aversão à mudança e à diferença.