segunda-feira, dezembro 06, 2004

Municipalis

Informo que foi recentemente colocado on-line um portal dedicado ao municípios portugueses, com vária informação sobre os mesmos. Na minha opinião, o site está muito bem conseguido, agrupando muita informação de todos os concelhos e freguesias de Portugal. Vale a pena espreitar em http://www.municipalis.pt .

20 anos!

Muito embora não seja o PSD o partido no qual me reveja (o teste "Political Compass" diz-me que sou "economic left" e "social libertarian"???), concordo em pleno com a análise do amigo Pancada naquilo que diz respeito à permanência constante das mesmas caras em qualquer um dos partidos políticos cá do burgo.

De facto, quando escrevi o meu anterior post, limitei-me a discorrer má lingua apenas e só em relação ao nosso amigo Santana mas, reconheço, o comentador Santana tem do outro lado, como alternativa, um outro comentador, que por acaso tb já anda nestas andanças há algum tempo. Ou seja, mesmo depois de os portugueses terem dito que não queriam um governo "guterrista" e, inequivocamente, se compreender agora que também não gostavam de um governo "santanista" quem é que se nos apresenta a eleições? - Nada mais nada menos que os dois mais altos representantes de um estilo de fazer política que se resume, em meu entender, a parecer bem na televisão, sem qualquer proposta para o país.

As grandes questões continuam a colocar-se e da parte das actuais direções dos partidos não vejo propostas e acima de tudo, não consigo vislumbrar qualquer tipo de opção ou rumo que pretendem dar ao governo deste país.
Elaboro aqui algumas questões que gostava de ver respondidas mas que, nunca o são. Decerto existirão muitas mais e tantas quantas portugueses existem... lembrei-me destas agora:
1 - A opção de equilíbrio das finanças públicas passa pelo pagamento de mais impostos ou, pela redução das despesas do Estado?
2 - A saúde deverá ser tendencialmente gratuita através do financiamento via impostos ou, por outro lado, caminhamos no sentido da entrega deste sector a companhias privadas de seguros?
3 - A educação é um sector chave no desenvolvimento do país e há que dotá-la dos meios financeiros por forma a formar meios humanos de excelência ou, por outro lado, a opção passa por serem as familias a financiar a educação?
4 - O modelo de desenvolvimento deve assentar nos pressupostos enunciado pelo Protocolo de Quioto e enverdar por um modelo de desenvolvimento sustentável ou dever-se-á em primeiro lugar aproximar o nosso país dos níveis de desenvolvimento dos nossos parceiros europeus independentemente do modelo seguido?
5 - O Estado deverá apostar prioritariamente em que sectores de actividade? vamos continuar a "ajudar" empresas em situação dificil nomeadamente nos sectores do textil, calçado, pescas por exemplo, ou de uma vez por todas vamos consciencializar-nos que os mercados asiáticos produzem muito mais e a preços mais baixos estes produtos?

Todas estas opções são, em meu entender, ou podem ser, perfeitamente válidas desde que justificadas e assumidas. Posso, como é normal, concordar mais com uma aproximação em detrimento de outras, no entanto, todas podem ser opções, desde que assumidas e prosseguidas com afinco.
Porém, um novo governo será eleito, como acontece a cada quatro anos e nem uma única destas perguntas será cabalmente respondida. Que posição têm os partidos nestas matérias, e nomeadamente os seus líderes?

Continuamos a viver num país de políticos onde, em 30 anos de democracia, apenas duas medidas concretas e quantificáveis foram apresentadas nos programas de governo:
- Não aumento de impostos - 1º Governo de António Guterres;
- Controlo do défice abaixo dos 3% - Governo de Durão Barroso.
Aconselho-vos a leitura dos programas de governo dos últimos 30 anos e garanto-vos que não existem medidas concretas e quantificáveis em nenhum deles. Mas são excelentes peças de leitura...